O século XXI chegou e trouxe com ele uma revolução em termos de reprodução de mídias. Vinil, fita K7, CD… pouco a pouco os formatos diminuíram, até que chegamos aos serviços de streaming, com mil e uma músicas na palma da mão. E por ser o mais antigo dos formatos, o vinil já foi dado como passado e já teve até a produção encerrada por aqui. Mas, para a sorte dos fãs da música, a volta por cima do Vinil não demorou e, ao que parece, o formato encontrou um lugar em meio a tantos formatos e possibilidades que a música ganhou nos últimos anos.

Única fábrica de vinis em atividade em toda a América Latina, a Polysom, do Rio de Janeiro, fechou as portas em 2007 após muitos anos de quedas e mais quedas. Mas a tendência internacional já apontava, à época, que o Vinil estava crescendo novamente. E foi o que aconteceu, quando em 2010 a Polysom voltou à ativa. O empresário João Augusto, dono da gravadora Deck Disk, assumiu a fábrica, reformulou e se deu muito bem.

Misturando lançamentos de artistas da nova geração e grandes clássicos, a fábrica tem hoje uma demanda enorme a produzir. Tanto que outra fábrica, em São Paulo, está prevista para ser inaugurada. O Vinil realmente voltou e dá lucro.

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E quem ainda compra vinil? Não são só saudosistas não. São pessoas de todas as idades, muitos jovens. O que este público busca é qualidade musical proporcionada pelo disco de vinil – insuperável. E o amor por ouvir seus artistas prediletos no bom e velho bolachão supera até mesmo o preço, que é geralmente mais caro do que o CD e serviços de streaming. Mas as coisas estão dando muito certo para o vinil.

Para se ter uma ideia, foram fabricados no país em 2014 102 mil discos. Já em 2015, 123 mil discos. A previsão da fábrica é encerrar 2016 com 20% de aumento na produção – cerca de 150 mil discos fabricados. Nos Estados Unidos o Vinil tem uma recuperação ainda maior: foram vendidos 17 milhões de discos em 2015 – maior marca desde 1988. Os rendimentos superaram até os serviços de música por streaming, como Deezer e Spotify: US$ 416 milhões contra US$ 385 milhões.

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