Você tem uma ótima ideia, é ideal para aquele cargo, tem certeza que a sua solução é a melhor para o problema, mas parece que na hora de comunicar, as coisas não saem como o esperado. Segundo Eduardo ferraz, consultor há mais de 25 anos, o que você precisa é melhorar suas habilidades de persuasão.  Para ajudar gestores, líderes, profissionais liberais e qualquer pessoa interessada em melhorar sua capacidade de comunicação e convencimento, Ferraz, que também é autor e palestrante, escreveu o livro Gente que convence – Como potencializar seus talentos, ideias, serviços e produtos.  A obra traz alguns testes para ajudar o leitor a identificar o seu perfil e potencial de convencimento, além de um método prático e fácil para quem precisa melhorar suas habilidades de argumentação e obter mais resultados em sua vida pessoal e profissional. Em entrevista à LER&CIA, o autor fala mais sobre o assunto. Confira abaixo:

LER&CIA: Qual é o objetivo principal do novo livro? Por que você viu a necessidade de escrever a obra?

Eduardo Ferraz: Tenho quase 30 anos de experiência como consultor em gestão de pessoas e negociação e observo que poucas pessoas são realmente convincentes. O problema é que quase todos precisam “vender seu peixe”, mas a maioria não sabe como fazê-lo porque nunca foi treinada ou preparada para isso. O objetivo principal desse livro é mostrar como qualquer pessoa, mesmo as tímidas, pode aprimorar o autoconhecimento, identificar e valorizar seus talentos, aumentar seu poder de convencimento e, assim, melhorar significativamente seus resultados no trabalho e na vida.

LER&CIA: Com base em seus anos de experiência com consultorias, qual você identifica como a principal causa das dificuldades que as pessoas sentem na hora de convencer e “vender seu peixe”?

Eduardo Ferraz: A principal causa da dificuldade de ser convincente é o autoconhecimento limitado, pois muitas pessoas aproveitam pouco seus talentos e têm dificuldades em fazer um bom marketing pessoal. Com isso não conseguem argumentar adequadamente, sentem-se inseguras em convencer a si mesmas e, claro, aos outros a respeito de seus objetivos.
LER&CIA: Quais são os prejuízos que podem existir para uma pessoa que não sabe argumentar bem?

Eduardo Ferraz: Não saber argumentar bem costuma trazer, como consequências: baixa remuneração, estagnação na carreira, dificuldades em atingir metas, baixa autoestima e relacionamentos insatisfatórios, inclusive na vida pessoal. Muitas dessas dificuldades acabam induzindo o indivíduo a pensar que não leva jeito para persuadir ninguém e por isso muitas coisas não dão certo.
LER&CIA: Algumas pessoas que trabalham empregadas e não exercem cargos de liderança não investem em livros que ensinam a lidar com pessoas e negociações. Isso é um grande erro? Como você avalia que esse livro pode ajudar os trabalhadores que são funcionários em diferentes níveis de responsabilidade e cargos?

Eduardo Ferraz:  Qualquer profissional precisa, frequentemente, convencer alguém de algo: sua competência técnica, seu valor no grupo de trabalho, a qualidade de suas contribuições, seu merecimento em uma promoção ou aumento de salário. O problema é que muitas vezes, não basta ter talento para ser convincente. Se a mensagem não for suficientemente impactante, as pessoas não prestarão atenção nela. O livro mostra técnicas práticas de como potencializar as habilidades de persuasão de qualquer pessoa.
LER&CIA: É preciso ter carisma natural para ter habilidades de persuasão?

Eduardo Ferraz:  No máximo 5% das pessoas são naturalmente carismáticas e persuasivas. Ou seja, 95% das pessoas necessitam melhorar suas habilidades de convencimento para alcançar seus objetivos com mais facilidade.
LER&CIA: Como a pessoa poderá avaliar sua capacidade de persuasão, seu estilo de convencimento, o valor de seu serviço ou produto e sua competência profissional? Isso é importante?

Eduardo Ferraz: É fundamental que a pessoa tenha uma análise objetiva de como é seu atual desempenho nesses quatro quesitos, para só então usar as técnicas mais adequadas em seu caso específico. No livro há alguns testes: 1- Qual seu poder atual de convencimento? 2 – Qual seu perfil natural de convencimento? 3 – Qual o valor daquilo que você oferece? 4 – Como é seu desempenho profissional?

LER&CIA:  Como saber negociar, argumentar e convencer (ou não saber fazê-lo) pode afetar a vida pessoal?

Eduardo Ferraz: Negociadores justos e habilidosos têm uma vida pessoal muito mais satisfatória pois sabem interpretar diferentes pontos de vista e com isso atender suas demandas pessoais com as quais convive (cônjuge, amigos, filhos, vizinhos). Com isso, acabam tendo uma relação harmônica não só no curto, mas principalmente no longo prazo. Saber argumentar bem é um dos fatores mais importantes para ter uma boa qualidade de vida.

E aí, gostou?

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