por Roberta Braga

A autora passou pela loja do Shopping Palladium, em Curitiba, para lançar O despertar do príncipe, primeiro livro de sua nova série Deuses do Egito. A escritora foi recebida com muita animação pelos fãs brasileiros – em sua maioria adolescentes e jovens. “Fiquei surpresa com a quantidade de leitores e com o carinho. Vejo muitas fãs nervosas e digo: não fique assim, está tudo bem. Na verdade, é uma surpresa. Nos Estados Unidos isso não acontece dessa maneira”, conta.

Confira na íntegra a entrevista com Colleen Houck:

LER&CIA | Você sempre foi uma leitora voraz, mas só começou a escrever há seis anos. Por que demorou para iniciar a carreira de escritora?

Collen Houck | Eu sempre amei ler. Um dia, minha irmã me deu os livros da série Crepúsculo, da Stephenie Meyer, e eu perguntei sobre o que era. E ela me contou que era um livro de romance para adolescentes, sobre vampiros. Eu me lembro de dizer que não queria ler, mas ela insistiu falando que eu iria amar. Resultado, eu li os três muito rápido e adorei. Na época, ainda não tinha saído o quarto livro, mas eu precisava saber o que aconteceria com o Edward e com a Bella e fui procurar conhecer mais sobre a autora na internet. Descobri que ela tinha muitas semelhanças comigo, a mesma idade [Colleen tem 46 anos] e o fato de que não começou a carreira cedo. Depois descobri que com a J. K. Rowling e os livros do Harry Potter aconteceu a mesma coisa. Ela simplesmente teve uma ideia e começou a escrever. Então essas duas mulheres me deram a coragem para tentar.

E quais autores lhe inspiram além delas?

Muitos. O autor que mais me inspirou quando eu era criança foi Walter Farley, que escreveu o livro The black stallion. Atualmente eu leio muito. Estou quase terminando de ler o meu centésimo livro do ano. O que eu mais leio são os livros juvenis porque muitos são de escritores que são meus amigos ou que conheço em feiras e eventos. Então, eu tento ler os livros logo que são lançados.

O que você pode nos contar sobre sua nova série O despertar do príncipe?

A série traz bastante aventura e ação, assim como a série A maldição do tigre. Mas em vez de dois príncipes bonitos, temos três, porque três sempre é melhor [risos]. É uma série muito divertida, na qual misturo diferentes mitologias, trago referências gregas, mas com outras inspirações também, assim como faço na série A maldição do tigre. Espero que meus leitores leiam e digam: “agora já sei o estilo da Colleen, o estilo dela é de aventura, diversão e muito romance”.

Por que você escolhe escrever em séries e não em livros únicos?

Eu gosto de construir um mundo grande, de imaginar. E um livro só não é suficiente para isso, preciso de mais. Eu gosto de me aprofundar na história e, por isso, adoro escrever em séries. Primeiro eu planejo as partes mais importantes, o começo e o final, e aí vou preenchendo a história.

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No que você está trabalhando agora?

O próximo livro será o terceiro da série Deuses do Egito. Já comecei e depois vou para o quinto da série A maldição do tigre, que já é bastante aguardado pelos fãs. O livro será o último da série e irá mudar toda a história. Os leitores pensam que com os quatro primeiros livros já conhecem toda a trama e que ela acabou, mas irá virar de cabeça para baixo.

Sua série A maldição do tigre ficou famosa em todo o mundo. Na sua opinião, quais elementos a deixaram tão interessante?

Acho que o mais interessante é que a história se passa na Índia. Não existem muitos livros estadunidenses com essa característica. E, na verdade, não sei bem por que, já que a cultura do país é tão fascinante. A escolha da Índia aconteceu depois que eu decidi que o tigre branco seria a fera da minha história, que é inspirada na obra A Bela e a Fera. Na verdade, eu achava que os tigres brancos vinham da Rússia e, então, eu comecei a história em castelos russos. Aí descobri que eles vinham da Índia. Como eu queria que a história fosse autêntica, mudei o cenário, o que acarretou em diversas alterações na trama.

E sobre o Egito, o que o país tem de tão fascinante que você o escolheu como cenário da sua segunda série?

A princípio minha intenção era escrever algo de ficção científica, mas meu editor me convenceu que eu deveria seguir a minha ideia sobre a história que se passava no Egito. Eu sempre fui fascinada pelo país. Existem tantas coisas que não sabemos sobre o Egito, são tantos mistérios que envolvem as pirâmides, as múmias e os tesouros escondidos. Isso faz com que seja o cenário ideal para uma história. Fico surpresa que não tenham mais obras de ficção que se passem no país.

A série A maldição do tigre será adaptada para o cinema ano que vem. Como está o seu envolvimento nesse processo e quais são suas expectativas?

Ainda não estou muito envolvida, mas terei a oportunidade de visitar o set de filmagem quando as coisas começarem a acontecer. O filme está na fase de escolha de elenco, o que é muito empolgante porque é quando tudo começa a tomar forma realmente. Além disso, estou muito contente com a escolha do diretor Shekhar Kapur. Além de um homem brilhante, ele também irá ajudar a manter o filme alinhado com minhas ideias. Como ele é da Índia, tenho certeza que saberá escolher os melhores cenários e os atores certos. Eu amei tudo o que ele decidiu até o momento.