2016 começou com uma ótima notícia para a literatura brasileira: a escritora Lygia Fagundes Telles recebeu a indicação para concorrer ao Nobel de Literatura. Sugerida à Academia Sueca pela União Brasileira de Escritores (UBE), Lygia foi citada como a maior escritora brasileira viva.

Caso Lygia seja escolhida, será a primeira vez que o Brasil recebe o prêmio. Em outros anos, alguns escritores nacionais foram indicados ou sondados para o Nobel, como Ariano Suassuna, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, mas infelizmente nenhum conquistou o título ainda.

O anúncio do vencedor deve acontecer só em outubro, em Estocolmo, na Suécia. O Nobel contempla não só uma obra, mas o conjunto produzido pelo escritor, que no caso da brasileira conta com romances, contos e crônicas.
Não conhece a autora?

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Nascida em São Paulo em 19 de abril de 1923, Lygia foi uma das primeiras mulheres a se formar em Direito na Universidade de São Paulo. Embora tenha começado a escrever muito cedo, a própria autora rejeitou suas primeiras publicações, julgando-as como imaturas e precipitadas. Por isso sua estreia oficial no mundo literário aconteceu só em 1944 com a publicação do livro de contos “Praia Viva”.

Ao longo de sua vida ela publicou célebres romances, como os aclamados “Ciranda de Pedra”, “Verão no Aquário” e as “As Meninas”, sempre explorando o universo feminino e utilizando de características pós-modernistas. Lygia passou a integrar a Academia Brasileira de Letras em 1985 e recebeu, em 2005, o prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa, além de três Jabutis.

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