Isadora Faber, de 15 anos, ficou conhecida depois que criou a página Diário de Classe, no Facebook, em 2012, onde passou a contar todos os problemas de sua escola. A página ficou tão conhecida que sua história virou notícia dos principais jornais nacionais e internacionais. Isadora também virou referência para muitos outros estudantes, mostrando que todos podem ajudar a melhorar o país. Recentemente, a adolescente lançou o livro Diário de Classe – A Verdade, em que conta como a página que criou mudou sua vida. Confira entrevista exclusiva da autora para a ler&Cia:

ler&cia | Como surgiu a ideia de usar as redes sociais para tentar melhorar sua escola?

Isadora Faber | Eu me inspirei na escocesa Martha Payne. Ela fez um blog para denunciar os problemas da sua escola. Mas pra mim era mais fácil criar uma página no Facebook, porque eu já tinha a minha pessoal e sabia que existiam milhares de pessoas conectadas ao mesmo tempo. A divulgação seria muito mais fácil.

Como foi sua reação quando percebeu que as redes sociais ajudaram a tornar sua iniciativa conhecida nacional e internacionalmente?

Eu realmente não esperava por isso. Fiquei muito feliz e um pouco assustada porque tudo aconteceu muito rápido.

O que mudou na sua vida depois da criação da página Diário de Classe?

Mudou toda minha rotina, antes eu só ia até a escola de manhã e voltava. Hoje, eu participo de vários eventos como palestrante, sou entrevistada, escrevi um livro, ganhei um curso de inglês e tenho uma ONG chamada ONG Isadora Faber.

Sua página ajudou também a incentivar outros projetos como o seu. Como você vê isso?

Leia Também:  Você tem o poder da persuasão?

Eu fico muito orgulhosa. Apesar de saber que fiz uma coisa muito simples e que qualquer um poderia ter feito, eu gosto de saber que eles se inspiraram em mim assim como eu me inspirei na escocesa Martha Payne.

Você hoje é exemplo de atitude para uma geração de crianças e adolescentes. Como lida com isso?

É muito legal saber que crianças e adolescentes usam minha atitude como exemplo. Normalmente, nas palestras, o público é formado por adultos, mas é bom saber que pessoas da minha idade também me apoiam.

Conte sobre o livro, quanto tempo levou para escrevê-lo? Foi muito difícil conciliar a escola, o livro e a vida de adolescente?

Eu levei cerca de um ano para escrever o livro. Admito que achei que seria mais fácil e que levaria menos tempo. Mas escrever o livro não me atrapalhou em nada, pois eu escrevia sempre um pouco no final da tarde. Gostei muito e levo isso como um aprendizado, afinal de contas não é todo mundo que escreve um livro. Foi uma experiência nova que irá ficar marcada para o resto da minha vida.

Que mensagem pretende levar aos leitores com o livro?

Espero que as pessoas gostem da minha história. E para aqueles que um dia tiverem uma ideia de mudança, possam colocá-la em prática, sem medo.

Você gosta de ler? O que está lendo no momento?

Eu gosto de ler de tudo um pouco, gosto bast0ante de ficção. Agora estou lendo uma coleção muito boa da Paula Pimenta, chamada Fazendo Meu Filme.