Rodrigo S. M. é um escritor que está em conflito com seu processo de escrita. É ele quem irá contar a história de Macabéa, uma alagoana que perdeu os pais cedo e que se muda para o Rio de Janeiro com uma tia, que morre pouco tempo depois.

Macabéa precisa correr atrás de seu sustento e consegue um trabalho como datilógrafa. Ela passa a dividir um quarto em uma pensão, vive uma vida miserável e solitária e sonha que um dia poderia ter uma vida de estrela de cinema.

As histórias de Macabéa e Rodrigo S. M. são usadas pela escritora Clarice Lispector para propor uma reflexão social e também sobre o processo de escrita. A hora da estrela foi publicado em 1977, pouco antes da morte da autora.

Por que ler?

A obra mostra toda a riqueza da literatura de Clarice Lispector, que, por meio de uma história comum, traz a discussão de um tema social importante, a condição de vida dos nordestinos que se mudam para o Rio de Janeiro.

Sobre a autora

Clarice Lispector nasceu em 10 de dezembro de 1920, na Ucrânia, e mudou-se para o Brasil com cerca de dois meses de idade. Morou em Recife e no Rio de Janeiro. Em 1940 publicou seu primeiro conto, Triunfo, e, em 1944, seu primeiro romance, Perto do coração selvagem, que ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras. Clarice Lispector morreu em 1977, vítima de câncer.

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Por que é um clássico?

A profundidade e atemporalidade do tema abordado, além da forma de construção do texto, fizeram com que a obra conquistasse seu espaço ao longo dos anos. Mona Lisa reforça que o livro traz um trabalho exímio que pode ser observado na escrita, na elaboração dos personagens, no uso do autor-narrador e também com a narração de aspectos problemáticos de nossa sociedade. O tema da condição humana é a essência da obra. “Sem máscaras, sem meio-termo, sem enfeitar as palavras. ”

Quais os temas abordados?

A personagem principal da história é Macabéa. E a temática mais visível é a da retirante nordestina que vai para o Sudeste em busca de trabalho e sobrevivência, como tantos outros na história de nosso país. “Ela também expõe as desigualdades na cidade maravilhosa, embora Macabéa na sua ignorância não perceba isso.

É o narrador que mostra, com ‘uma dor de dentina exposta’, um mundo disforme, remendado, onde as pessoas sobrevivem como o capim nascendo no meio das pedras. ”