Esse conteúdo está no site www.geracaodevalor.com e também em três livros publicados. As obras usam textos dinâmicos e leves, mas com um conteúdo profundo, que leva o leitor a refletir e mudar rumo ao empreendedorismo – que, segundo o autor, transformou sua vida e é capaz de mudar um país inteiro. Em entrevista exclusiva à LER&CIA, Flávio Augusto da Silva falou um pouco sobre o tema.

Aos 20 anos, flávio Augusto da Silva tomou uma atitude arriscada, mas que mudaria a sua vida. Pegou dinheiro do cheque especial para abrir uma escola de idiomas com uma proposta diferenciada: inglês para adultos em 18 meses. menos de 10 anos depois de sua fundação, a rede de escolas de idiomas de Flávio, a Wise up, foi vendida por r$ 877 milhões de reais.
Recentemente, no final de 2015, o empresário comprou novamente a escola – que passou por uma queda significativa de alunos enquanto estava sendo comandada por outro grupo. O empreendedor, nascido na periferia do Rio de Janeiro, colocou em prática um plano ambicioso para reerguer a empresa – processo que ainda está em andamento, paralelamente a seus outros negócios: ele é proprietário do Orlando City, time de futebol norte-americano, e fundador do projeto Geração de Valor, que visa a compartilhar conhecimentos na área de empreendedorismo, gestão e negócios, além de desenvolvimento pessoal.

LER&CIA | Como você define empreendedorismo?

Flávio Augusto da Silva – Empreendedorismo é um estilo de vida escolhido por pessoas inconformadas e questionadoras que não aceitam os padrões sem procurar novas soluções. Em geral, são pessoas muito ambiciosas; a propósito, não confunda ambição com ganância. A ambição pode passar pelo desejo de ficar rico, mas também está relacionada ao desejo profundo de mudar o mundo, transformar realidades, melhorar a qualidade de vida das pessoas, até mesmo quando isso não significa ganhos financeiros diretos. Empreender é trazer à existência o que antes era apenas um sonho improvável.

Em sua opinião, qual é o maior obstáculo ao empreendedorismo?

Desgarrar-se da manada, ter a coragem de romper com os padrões e não se desmotivar, mesmo diante de muitas críticas daqueles que acham loucos todos os que saem da linha de montagem promovida pela sociedade. Tem uma frase de um produtor e ator chileno que retrata bem esta definição: “pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é uma doença”, Alejandro Jodorowsky.

Qual é o impacto do empreendedorismo na vida de uma pessoa? E para um país?

O empreendedorismo mudou meu destino. Trouxe à existência uma pessoa que eu ainda não conhecia. Uma pessoa mais ousada, confiante e que tinha a coragem de colocar os seus sonhos em prática, mesmo que isso significasse assumir riscos inconcebíveis para a maioria da população. O empreendedorismo me apresentou a liberdade para voar, deixando de lado o alpiste seguro que todos os meses era depositado dentro de minha gaiola. O empreendedorismo confrontou os meus medos e mudou os meus padrões. Depois de se tornar uma realidade em minha vida, fica até difícil imaginar como seriam os meus dias sem ele. Definitivamente, o empreendedorismo é capaz de mudar um país inteiro. A propósito, o maior empregador do Brasil não é o Estado e tampouco as multinacionais. 70% dos empregos formais no Brasil são gerados por micro e pequenos empreendedores. Gente que batalha dia e noite em busca de sua transformação e que, para isso, abre postos de trabalho para os que estão dispostos a colaborar com a construção de seu projeto.

Qual é sua maior crítica em relação à educação e formação formal de profissionais?

Ela é uma ilha de montagem para fabricar empregados. Nada contra os empregados, obviamente. No entanto, creio que as pessoas têm o direito de saber que têm alternativas. Elas têm escolhas e não somente devem seguir o fluxo das grandes massas em torno de uma trajetória profissional convencional. Geralmente essa expectativa é recheada de frustrações num mundo cada vez mais dinâmico em que, da noite para o dia, tudo muda. Estabilidade não existe e o sistema educacional vigente não mudou, não evoluiu e despeja um amontoado de jovens despreparados para o mundo real, bem diferente das salas de aula.

Técnica, habilidades socioemocionais, vocação… Quais são os fatores que você considera os degraus fundamentais para o sucesso?

Todo mundo quer ter um carrão e sua conta bancária recheada. Quem disser que não está mentindo. No entanto, para ter é preciso fazer. Para fazer é preciso estar tecnicamente preparado. Porém, mais importante do que fazer é ser. Por mais competente que alguém possa ser, do que vale o seu conhecimento se você desiste nas primeiras dificuldades? Se você não é determinado, não agirá com determinação. Quem “é” faz e quem “faz” tem. O sucesso é um fenômeno que ocorre de dentro para fora.

Você é considerado um dos líderes mais influentes hoje no Brasil. Por que você acredita que as pessoas se identificam com você?

Acredito que num mundo de marketing pessoal, vendas de imagem em redes sociais e de técnicas abundantes para se promover, desde quando comecei a ter uma expressão mais pública, devido à natureza de minhas atividades profissionais, seja atuando nas redes sociais ou através dos noticiários clássicos, procuro sempre deixar claro que não sou um personagem. Falo do que vivi e vivo, escrevo sobre o que venci, produzo conteúdos sobre o que pratiquei; o que me dá autenticidade e autoridade para tratar sobre os assuntos que abordo. Somado a isso, minha origem simples é uma espécie de incentivo vivo para os que estão em busca de seu lugar ao sol. A esses tenho muito respeito e procuro dedicar tempo diariamente através das ferramentas tecnológicas disponíveis nos dias de hoje.

Você fortaleceu ainda mais a sua imagem quando decidiu compartilhar o seu conhecimento por meio do blog e livros Geração de Valor. Como começou esse projeto? E o quanto ele faz parte da sua vida hoje?

Começou em 2011, quando já era presidente de uma grande empresa e vivendo o que jamais imaginei que viveria. Senti vontade de compartilhar conhecimentos com jovens que estivessem iniciando em sua caminhada. Seis anos mais tarde, ainda me surpreendo com os mais de cinco milhões de seguidores nas redes com quem me comunico todos os dias.

Qual foi a maior surpresa quando você começou a compartilhar a sua experiência e também a motivar pessoas? Ou qual tem sido a maior surpresa desde que você tomou esse caminho?

Minha maior surpresa até hoje é perceber o quanto uma simples palavra, uma frase ou até um direcionamento podem transformar os resultados e até o destino de uma pessoa. Não faltam depoimentos que me apresentam resultados e mudanças ocorridas na vida de vários jovens entre 12 e 80 anos de idade.
Com tudo o que você construiu – não apenas em negócios, mas também em influência – você considera que já alcançou tudo o que queria?

Estou apenas começando. Ou melhor, acho que ainda nem comecei…

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