A poeta Ana Cristina Cesar (1952-83) é a homenageada da Flip 2016. Expoente de toda uma geração da Poesia Marginal, ela criou uma escrita atravessada por elementos do cotidiano e aspectos de sua intimidade, sendo expoente entre jovens poetas mulheres da época, como Annita Costa Malufe, Masé Lemos, Laura Liuzzi e Ana Martins Marques, por exemplo.

Trata-se de uma feliz escolha que foge ao padrão da Flip, de homenagear autores consagradíssimos, como foi no passado, por exemplo, com Mário de Andrade. Ana fez parte de um movimento de contracultura, uma geração dos anos 70 que teve também poetas como Paulo Leminski e Chacal.

Além da poesia, Ana C., como a autora gostava de assinar, se dedicou à crítica e à tradução literária, tendo traduzido Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield. Seu estilo esteve presente em diários, poemas, cartas e até em desenhos.

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Ana C. cometeu suicídio em 1983, com apenas 31 anos, meses após lançar um grande sucesso tanto de crítica como de público, “A Teus Pés”. Outros volumes póstumos ainda foram lançados: “Inéditos e Dispersos” em 1985 e “Antigos e Soltos” em 2008.

Em 2013 foi lançado “Poética”, uma edição bem completa da obra da grande artista. Durante a FLIP os visitantes poderão ter contato com exposição de fotografias, desenhos e manuscritos de Ana C., além da fotobiografia “Inconfissões”, organizada pelo poeta Eucanaâ Ferraz.